Sá anuncia próximos lançamentos de 2012
“Um golpe de sorte” – Reha Camoruglu – romance/ literatura turca
“A metade ideal” – Judith Brito – crônica/literatura nacional
“Suflê “- Asli Perker – romance/literatura turca
“Um golpe de sorte” – Reha Camoruglu – romance/ literatura turca
“A metade ideal” – Judith Brito – crônica/literatura nacional
“Suflê “- Asli Perker – romance/literatura turca
PublishNews – 04/01/2012 – Roberta Campassi
País é o décimo com mais concorrentes; a América Latina aparece em primeiro lugar, com 35, e está “se tornando líder mundial em qualidade no setor”
Conheça vinhos (Senac)
Turcos “Um Golpe de Sorte” é o próximo título de literatura turca que sai pelo selo Gesto Literário, da Sá Editora. O livro trata do complô de terroristas armênios para matar o Sultão Vermelho, quando ruía o império maometano. É escrito pelo historiador Reha Çamoruglu, com capa de Utku Lomlu.
Folha de São Paulo/ Ilustrada/Coluna Josélia Aguiar
Com o fim de 2011 se aproximando, algumas editoras começam a divulgar alguns de seus lançamentos para o ano que vem. Infelizmente a mídia destaca apenas os lançamentos das grandes editoras, deixando as médias e pequenas de lado. O Literatsi irá seguir por um caminho diferente. Até a penúltima semana de janeiro, iremos divulgar aqui os lançamentos programados para 2012, independente do tamanho da editora e que possam ser de interesse de nossos leitores.
Sá Editora
Em seu décimo aniversário, no ano de 2010, a editora criou a coleção Gesto Literário, voltada a escritores modernos de ficção poucos conhecidos do público. Os leitores tiveram a oportunidade de conhecer autores turcos contemporâneos como Tuna Kiremitçi e Oya Baydar. A Sá anunciou que irá lançar em 2012 mais dois títulos de autores turcos. Por enquanto, só revelou um deles: Suflê, da escritora Asli E. Perker. Na trama do livro, três personagens encontram na cozinha o melhor remédios para os males que os atormentam.
http://www.literatsi.com/noticia/o-que-as-editoras-vao-lancar-em-2012/

O centro da Terra não é uma bola de fogo como dizem os cientistas, é a cozinha de cada casa.
“Toda vez que o centro do suflê murchava, Lilia via sua própria vida. Por mais que ela se esforçasse na vida, o centro de sua alma murchava de repente e a vida desabava ao seu redor. Seus altos e baixos não eram muito diferentes desta lendária sobremesa. Sempre que ela se sentia um pouquinho mais feliz, a tristeza batia à sua porta.”
Marc aprende a cozinhar para lidar com a morte de sua esposa… Ferda só consegue escapar de sua mãe hipocondríaca na cozinha… E Lilia tenta esquecer as decepções de seu passado cozinhando para seus inquilinos…
A história de três corações partidos que encontram o símbolo de decepção mais aguçado e o melhor remédio para se recuperar numa receita: suflê…
The center of the universe wasn’t an iron ball like the scientists said it to be, it was the kitchen of every house.
“Each time the center of the soufflé fell, Lilia saw her own life. However much she tried in life, the center of her soul fell all of a sudden and life collapsed around her. Her ups and downs weren’t so much different than this legendary dessert. Whenever she felt happy just a tiny bit more, sorrow came to knock on her door.”
Marc learns to cook to deal with his wife’s death… Ferda finds the only escape from her hypochondriac mother in the kitchen… And Lilia is trying to forget the disappointments of her past by cooking for her tenants…
The story of three broken hearts who find the sharpest symbol of disappointment and the best medicine to recover in a recipe, souffle…
Um texto delicioso da escritora e jornalista Judith Brito, publicado no Jornal de Itatiba/SP, fala da Cachaça e seu uso no interiorzão do Brasil; este vai para os anais do Messias Cavalcante, autor de A VERDADEIRA HISTÓRIA DA CACHAÇA e TODOS OS NOMES DA CACHAÇA:
Meus avós, Raimundo de Brito e Bento Rodrigues de Oliveira, não bebiam. Já minhas avós, Nhara e Noi, conheciam bem as mil e uma utilidades de uma pinguinha nos cafundós da roça, em tempos de poucos recursos. Na verdade a aguardente era panaceia para todos os males, e estava presente do nascimento à morte. Senão vejamos.
Hoje pode parecer surpreendente, mas na roça dos tempos de dantes a primeira coisa que a mulher fazia após o parto era tomar uma talagada de pinga. Fiquei surpresa quando parentes me contaram, mas logo achei que fazia todo sentido. Claro, havia alguma desculpa de cunho “medicinal” para justificar a medida, mas imagino que o motivo real era a necessidade de uma “calibrada”, algum entorpecimento mínimo, diante da dura realidade: os procedimentos eram quase medievais, pouco assépticos, sem anestesia, e os únicos recursos em caso dos não raros imprevistos (bebê virado, cordão no pescoço e outros) eram uma parteira e muita reza. Fora isso, as perspectivas não eram animadoras: após 7 dias de quarto escuro e a quarentena com muita canja de galinha, a vida dura estava de volta, com um trabalho insano, um marido em geral autoritário e nada amistoso, a filharada pra cuidar… Como manda a sabedoria popular: “só tomando uma”.
Vez em quando, crianças podiam dar uma experimentada no líquido transparente e forte, sem que o Conselho Tutelar interferisse. E a pinga seguia pela vida afora como um recurso fértil. Minhas avós conheciam suas propriedades curativas: pinga com limão era infalível para a gripe. Na terrível dor de dente, um bochecho com pinga ajudava (especialmente se o paciente engolisse o remédio depois). E nas tempestades? Minha avó Noi só conseguia reavivar os faróis de seus olhos azuis, paralisados pelo medo das trovoadas, com um bom gole de caninha.
Enfim, de gole em gole, a vida seguia adiante. E a pinga estava presente ainda no último momento, nos velórios aos quais, verdade seja dita, alguns compareciam menos pelo falecido e mais pela possibilidade de conforto etílico.
Tempos que não voltam mais. Hoje, o Ministério da Saúde não cansa de nos informar: beber faz mal à saúde! E a lei complementa, ordenando: se beber, não dirija!
Catálogo_PDF Versão do catálogo 2011 da Sá Editora