
Confira as indições do repórter Marcelo PinheiroTURQUIA EM CHAMAS
Considerada a obra-prima da escritora turca Oya Baydar e o primeiro título da autora a ganhar tradução para o português, Palavra Perdida- sua trama é protagonizada por um escritor em crise que socorre uma jovem curda baleada e se infiltra em uma teia de violência, racismo e terrorismo – tem sido aclamada como um denso retrato da Turquia contemporânea. Socióloga, Oya abandonou a academia para ingressar em intensa militância de esquerda que a levou ao exílio, na Alemanha, entre 1980 e 1992. Palavra Perdida, Oya Baydar, Sá Editora, 458 páginas

Impressos em Braille, o alfabeto em relevo para a leitura com as pontas dos dedos
Autor: Sérgio Sá – compositor, músico e autor de três livros, deficiente visual.
“Meu livro fala sobre como despertar os sentidos, os outros que ficam às vezes embutidos ou esquecidos pela soberania da visão”.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Censo 2000, o Brasil tem 2,5 milhões de pessoas cegas ou com deficiência visual severa e este público tem extrema dificuldade em encontrar material de leitura.
Feche os olhos para ver melhor em Braille: 200 páginas- R$ 59,90 (dois vol.de 100 pág cada)
Impresssão: gráfica de excelência da Fundação para Cegos Dorina Nowill
Selecionado pelo FNDE 2009
Temos também a edição em tinta para facilitar a interação do deficiente com sua família ou professor
Consulte-nos! Pedidos para comercial@saeditora.com.br

Alfabeto Braille : os pontos que aparecem em negro são impressos em relevo no papel; o deficiente visual “lê” com as pontas dos dedos
CRÍTICA ROMANCE/ 11/11/2011 Folha de São Paulo
Perversão humana marca obra de autoras turca e indiana
NELSON DE OLIVEIRA
ESPECIAL PARA A FOLHA
NESSE CONJUNTO FICCIONAL, A ÍNDIA E O MUNDO ÁRABE ESTÃO MAIS PRÓXIMOS ENTRE SI, E DE NÓS, DO QUE IMAGINÁVAMOS.
Vozes importantes da Índia e do mundo árabe começam a ser publicadas no Brasil, pela Sá Editora.
No meio do ano, foram incluídos em seu catálogo os romances “Valores de Família”, de Abha Dawesar, e “Palavra Perdida”, de Oya Baydar.
Nesse conjunto ficcional heterogêneo, a Índia e o mundo árabe estão mais próximos entre si, e de nós, do que imaginávamos. Está cada vez mais difícil afirmar que a literatura é a personificação de determinado povo.
Culturas, autores e estilos diferentes, uns mais rebuscados, outros mais concisos, mas no final a mesma indignação: o ser humano é perverso em qualquer idioma.
DUAS AUTORAS
Abha Dawesar nasceu em Nova Déli, Índia, em 1974. É também artista visual, trabalhando com vídeo e fotografia, e vive hoje entre Nova York e Paris.
“Valores de Família” é um romance de expressão concisa e irônica. Nele, um menino fragilizado por uma doença, filho único de um casal de médicos pobres, observa o mundo sórdido ao seu redor.
O discurso indireto livre, misturando falas e pensamentos, confere dinamismo à narrativa do romance. Diante do olhar neutro do menino, desfila a miséria moral de seus parentes e das autoridades municipais.
As pessoas dividem-se em dois grupos: o dos ingênuos idealistas e o dos espertalhões corruptos. Ninguém merece um nome próprio.
São indicados apenas pelos apelidos: a senhora Bosta de Vaca, o senhor Usina de Açúcar, o Repetente Drogado etc.
Oya Baydar nasceu em Istambul, Turquia, em 1940. Divide a literatura com a política, e foi uma das fundadoras do Partido Trabalhista em seu país.
“Palavra Perdida” é, por sua vez, um romance de expressão mais prolixa e circunspecta. Nele, um escritor socorre uma jovem curda vítima de um tiroteio e, a partir daí, decide enfrentar as contradições étnicas e políticas de seu país.
Faz isso em parte para fugir de seu casamento, em parte para reavaliar a própria atividade literária, tão pueril. Literatura para quê? Diante da opressão sofrida pelo povo curdo, por exemplo, o escritor logo percebe que sua arte é ineficaz.
Certas situações extremas, de “Valores de Família” e “Palavra Perdida”, são muito comuns também em romances brasileiros. Muda apenas o idioma.
A violência não respeita fronteiras. Consequência disso: as literaturas contemporâneas estão se igualando no mundo atual, eletrônico e globalizado.
VALORES DE FAMÍLIA
AUTORA Abha Dawesar
EDITORA Sá
TRADUÇÃO Marina Mariz
QUANTO R$ 35,90 (240 págs.)
AVALIAÇÃO bom
PALAVRA PERDIDA
AUTORA Oya Baydar
EDITORA Sá
TRADUÇÃO Marco Syrayama de Pinto e Marina Mariz
QUANTO R$ 44 (464 págs.)
AVALIAÇÃO bom
NELSON DE OLIVEIRA é autor de “Poeira: Demônios e Maldições” (Língua Geral).


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O psiquiatra francês faleceu este ano, em consequência de câncer… seu legado humano está vivo em dois livro que publicamos:
Curar... e Sete passos para curar
MUITOS ESTUDOS MOSTRAM QUE ATUALMENTE AS PESSOAS ESTÃO MAIS PROPENSAS À DEPRESSÃO DO QUE NO PASSADO…
“Há inúmeros falsos diagnósticos, mas é verdade que a doença não só avançou em relação a trinta anos atrás como tende a se manifestar mais cedo. Ainda não sabemos exatamente por que isso está ocorrendo. Acredito, no entanto, que se deva ao fato de que estamos mais individualistas e socialmente desorganizados o que nos torna mais propensos a sentimentos de abandono e solidão. Além disso, hoje em dia temos de ser os melhores em tudo. Temos de ter dinheiro, ser bonitos, bons amantes, ótimos pais, um bom marido ou uma boa mulher.
Há outra questão igualmente importante: a nutrição. Desde a II Guerra Mundial, a qualidade dos alimentos mudou dramaticamente. Até então, a alimentação dos animais era bastante diversificada. Eles comiam os legumes e vários tipos de grãos que encontravam nos pastos. Com isso, as carnes, as manteigas, os queijos e os ovos eram ricos em ácidos graxos ômega-3. Esse tipo de gordura é essencial para o bom funcionamento do cérebro, ao estabilizar o humor, controlar a irritabilidade e a agressividade. Hoje, os animais são alimentados apenas com milho e soja. Ou seja, nossa dieta perdeu uma de suas principais fontes de ômega-3. E dietas pobres em ômega-3 resultam em pessoas mais irritadas e agressivas.”
(EM ENTREVISTA Á revista VEJA)

David Servan-Screiber autografa "Curar o stress a ansiedade e a depressão" na Livraria Cultura/Paulista em 2004

David Servan-Schreiber com a edição brasileira de seu livro "Curar...", ao lado do tradutor Manuel Louceiro. Foto tirada na ocasião em que David visitou o Brasil para o lançamento do livro em janeiro de 2004.