Literatura turca no site Meia Palavra: confira a bela resenha de Codorno Teles

As preces são imutáveis (Tuna Kiremitçi)

2 DE OUTUBRO DE 2011 POR  COMENTAR

O anúncio no jornal era bem claro: “Procura-se alguém que saiba turco”. E ao responder esse anúncio a jovem Pelin, uma estudante turca, conhece Rosella Galante, uma senhora já bem idosa que durante a Segunda Grande Guerra se refugiara na capital turca, Istambul. Viúva, Rosella, já com seus 88 anos, precisava de alguém para conversar com ela em turco para ajudá-la a não perder a memória: “Se esquecer o turco, temo que tudo que vivi desapareça silenciosamente”. O escritor turco Tuna Kiremitçi apresenta em As preces são imutáveis a história desse encontro e o desenrolar dos diálogos que as duas personagens terão ao longo das páginas deste lançamento de selo Gesto Literário (Sá editora). O selo abrigará somente ficção/literatura de autores de países menos conhecidos dos leitores brasileiros, assim como Índia, Turquia, Irlanda, etc.

A entrevista de emprego abre o livro e sentimos a surpresa da moça perante a proposta de apenas ser contratada para conversar em turco. Ao aceitar o trabalho, Pelin passa a visitar a senhora todas as quintas-feiras, respondendo um todo tipo de perguntas, das mais triviais às indagações nada comuns da senhora Galante. Uma amizade intensa brota desse envolvimento, daquelas puras, de uma proximidade pulsante, que independe de idade, raça ou qualquer outro tipo de preconceito, se estabelecendo a cada conversa mesmo sendo de credos diferentes, ela cristã ortodoxa, e a sra. Rosella judia. O que chama a atenção é a relação construída pela autora para com as duas personagens. Dois dramas humanos, duas perspectivas diferentes, enquanto uma relembra momentos tristes de sua vida, a fuga de seu país dos nazistas, de seu refúgio na capital turca, entre outros fatos, a outra conta o que passa diariamente naquela metrópole européia, lutando por um lugar ao sol. Logo, percebemos junto com as personagens, apesar dos anos de diferença, que seus diálogos são semelhantes, narram dramas, amores e paixões que viveram e vivem numa ‘mesma língua’.

Com um estilo sutil e profunda, mas com uma expressão bastante melancólica, o autor consegue transmitir o vínculo construído através da língua turca, uma linguagem melodiosa que servirá como o elo capaz de unir os homens acima do tempo e das circunstâncias. Dá até vontade de aprender o turco para constatar essa melodia nas palavras. O próprio título, a frase dualar kalicidir, as preces são imutáveis, transmite a mensagem que as orações são comuns em qualquer religião, basta acreditar e orar, não importa qual seu credo.

A narrativa envolve o leitor com cada pergunta, com cada entrelaço e combinação de respostas, que gradualmente segue a um desfecho emocionante, que não anteciparei sobre o mesmo para que os leitores sintam a forma sensível que Kiremitçi deixou para o final.

Uma ótima empreitada da Sá editora em trazer esses novos nomes da literatura mundial, e o melhor, traduzindo diretamente do vernáculo oficial, como é o caso de As preces é imutáveis, traduzido por Marco Syrayama de Pinto. Tuna Kiremitçi é reconhecido em seu país como uma das grandes vozes da literatura turca, em seus livros assume os dramas de pessoas comuns, a melancolia provocada pelo envelhecimento e o impasse das relações entre homens e mulheres na sociedade turca de hoje. Seja bem-vindo ao nosso vernáculo, e esperemos mais lançamentos deste nível. Recomendo a leitura.

O AUTOR Tuna Kiremitçi publicou seus primeiros textos pela revista Varlk, quando ainda cursava o ensino secundário. Seu livro de poesia Ayabakanlar(Adoradores da lua), ganhador do Prêmio Yazar Nabi Nayir, foi publicado em 1994. Em 1997 dividiu o Prêmio Erguvan Balkan com o escritor bósnio Izzet Saraylic. Um segundo livro de poesias, Akademi (Academia), veio à luz em 1998. O primeiro romance, Git Kendini Çok Sevdirmeden (Parta antes que eu morra), de 2002, despertou grande entusiasmo e tornou-o uma estrela dos acontecimentos literários no Leste Europeu. Bu sate Bir Yalnizlik Var (Caminho da solidão) e Bazi saiirler Bazi sçarkilar (Alguns poemas, algumas canções) foram publicados em 2003. Publicou ainda Yolda Üç Kisi (Três na estrada) e As,K. Neyin Kisaltmasi?(O que é A.M.O.R.?), em 2005. Premiado pela produção de curtas, também assina colunas em revistas. Gravou um CD de ethnic rock, com o grupo Kumdan Kaleler (Castelos de areia) e um álbum solo (Denize Dogru / Olhando o mar) como compositor e solista. É casado e pai de um menino.

As preces são imutáveis de Tuna Kiremitçi
Gesto Literário, Sá editora, 2011
184 páginas
R$ 33,00

http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/02/as-preces-sao-imutaveis-tuna-kiremitci/

Messias Cavalcante autografa “A verdadeira história da cachaça” na Expocachaça 2011

"A verdadeira história da cachaça" em exposição na Expocachaça 2011 no Mercadão em Paulo; Guiness da maior coleção de garrafas de cachaça do mundo, o autor Messias Cavalcante fez sucesso na Expocachaça

 

“A verdadeira história da cachaça” no stand do Museu da Cachaça/ Expocachaça 2011 em São Paulo/setembro.

TATIANA BUSTO GARCIA is a young and talented Brazilian writer, author of “Letters To The Dog” and “Happy Birthday, Dear Weird One,” noteworthy books that make up Brazil’s current pop literature scene

Her fiction focuses on the romantic relations and existential anguish that characterizes the so-called Generation X and Generation Y. Her style is sharp and witty, a mirror of the frenetic and fragmented rhythms of the big city. Though living in São Paulo, Tatiana Busto Garcia’s characters could just as likely to be found inNew York ,London,Paris orTokyo. References to music, literature and film permeate the day to day of her utterly metropolitan characters.

“The fast-paced and intelligent prose that is, at the same time, subtle and rich (replete with cultural and consumer references) makes this debut work of fiction by the young author a narrative that stands out in today’s Brazilian pop literature. Nola, the protagonist, is an architect living in modern São Paulo with Tom (her brother and professional model) and Kojak (a bulldog). Another narrative includes the young Lucia in Santos (coastal city) 20 years earlier. The novel takes flight in the latter half, with unexpected twists and revelations, when the connection between the narratives comes to light – compensation to the reader who seeks narrative conflict, plot and denouement, not just contemporary references and character sketches.” (Bruno Zeni, FOLHA DE SÃO PAULO)

 “‘Letters To The Dog’ is a pop novel that weaves intertexuality with classic fiction akin to James Joyce’s Ulysses… a post-modern odyssey. An eloquent book, expressive of femininity amidst the urban chaos… a complex and seductive narrative, biased by its apparent simplicity” (Fábio Daflon, RECANTO DAS LETRAS)

The recently published “Happy Birthday, Dear Weird One” recounts the  piquant yet caustic relationship between an adolescent on the day of her seventeenth birthday and a forty-year-old journalist, both taken hostage in a burglary and held captive together in a storage room. In the hours they are forced to cohabit while awaiting rescue, they slowly expose not only their differences and personal stories, but also the hypocrisy, prejudices, violence and dramas of the world in which they live.

 

     “I don’t have the slightest interest in chatting with this guy. I don’t want to discuss ideas with someone who got depressed from giving too many boring classes on phagocytosis. That tacky little hoop earring in his right ear bothers me. He’s not exactly good looking, but he probably scores well with the airheads his age. Shit, there go all my Suede albums and all the covers of Smells Like Teen Spirit organized by release date.

     – So, why do you think they didn’t gag us?

     – It wouldn’t have been such a bad idea, I murmur.”

 

 

 

THE TRUE HISTORY OF CACHAÇA /A VERDADEIRA HISTÓRIA DA CACHAÇA

The True History of Cachaça

By Messias S. Cavalcante

ISBN 978-85-88193-62-8

608 pages

R$67.00

16×23 cm

If you think that cachaça is a Brazilian invention, wait a minute!

At the same time that Messias S. Cavalcante brings about documented facts about this popular spirit disttiled from fermented juice of sugarcane or sugarcane plant by-products he destroys myths and reveals the facts about this Brazilian rum.

The narrative is based on more than 700 references ranging from colonizers to adventurers, pirates, priests, scientific visitors, official documents and others.

The history of the creation of cachaça is presented in details demonstrating the roles of native Indian and African slaves as well as the Europeans on the process. The routine of the Catholic Church using cachaça as a tool to catechize people is also shown as well as the result of this approach which is to convert almost the whole nation to devotees not necessarily to religion, but to cachaça.

Messias S. Cavalcante is in the Guinness Book of Records with the largest collection of cachaça bottles in the world and The True History of Cachaça is the result of many years of his research on the subject.

A former Senior Researcher of IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT – Technological Researches Institute), Messias S. Cavalcante was born in São Paulo State and lives now at the south of Minas Gerais State, by the Furnas Lake. You will notice his passion and expertise about cachaça as soon as you start to read this book.

 

 

 

7 resoluções de Ano Novo segundo a autora de O MESTRE DO SEU SISTEMA

Nossa autora Máera Moretto apresenta suas sugestões baseada em seu livro "O mestre do seu sistema". 
Equilíbrio e saúde com a Medicina Tradicional Chinesa
1• Compreender as atitudes que o levaram ao desequilíbrio
2• Reconhecer quando as suas emoções se tornam armadilhas e
aprender a transformá-las
3• Identificar e usar a ansiedade a seu favor
4• Atingir o equilíbrio emocional através do autoconhecimento
5• Perceber quando o stress se manifesta de forma nociva e aprender a
transformá-lo em seu benefício
6• Usar os alimentos como fonte de equilíbrio e vitalidade
7• Praticar exercícios de respiração para enfrentar situações estressantes
Máera Moretto é fisioterapeuta e acupunturista em São Paulo.
É autora do livro O mestre do seu sistema – o caminho de volta da
ansiedade e a síndrome do pânico/Sá Editora.

Assista a entrevista da editora Eliana Sá ao Cultura News

08/09/2011 - Abrindo horizontes para novas leituras, o Gesto Literário, novo selo da Sá Editora, apresenta a diversidade da literatura do mundo ao leitor, com autores premiados em diversos países.

Eliana Sá, sócia da editora, bateu um papo sobre os novos rumos da literatura mundial, os títulos de destaque do selo, o cotidiano da profissão de editora e muito mais.

“A Sá Editora possui um catálogo bastante diversificado e agora estamos abrindo um novo horizonte com o selo Gesto Literário, que tem como objetivo acolher a literatura do mundo, autores de países fora do mainstream”, diz Eliane.

Os melhores momentos da conversa você confere no vídeo abaixo.

Autores turcos da Sá no Saraiva Conteúdo

Dois lançamentos turcos exploram a beleza e tragédia de um povo
Por Luciana Stabile
A orelha do livro dá a entender que uma história de amor impossível entre uma concubina e um sultão otomano aconteceu, em pleno século XVIII. Sou mulher, então fico maluca com a teoria e essa é minha primeira pergunta para a escritora turca Gül Irepoglu, autora de A Concubina (Sá Editora).Por e-mail Gül, que significa rosa em turco, confirma a veracidade do amor desesperado de um sultão por uma de suas concubinas, fato que inspirou seu livro. Cinco cartas encontradas dentro do palácio Topkapi, em Istambul, provam o acontecimento nada convencional. “É raríssimo um sultão implorar para que uma das mulheres do harém venha deitar-se em sua cama. Mas as cartas encontradas no arquivo do palácio confirmam seu desejo. De acordo com os manuscritos, ele escreveu para ela palavras que eram quase um poema, porém ela recusou ceder aos seus pedidos”, conta Irepoglu. Eu espero que essa seja apenas metade da história e ainda existam outras cinco cartas desaparecidas em algum lugar.
No livro de Gül, o amor entre os dois é impossível, mas mútuo. E a concubina Askidil (que significa amor da alma, essência do amor) espera todas as noites que o homem mais poderoso da face da terra, o grande líder otomano, convide-a novamente para partilhar do seu leito.
Como pano de fundo à bela história de amor; costumes, educação, vestuário, jóias magníficas e decoração da época são minuciosamente descritos pela autora, que é formada em História da Arte pela Universidade de Istambul.
Já no livro Palavra Perdida (Sá Editora), da escritora e socióloga turca Oya Baydar, não encontramos tanta beleza assim. Encontramos a violência.

Oya Baydar
O enredo, que se desenrola através da vida e da tragédia de um jovem casal, faz alusão à língua curda, utilizada por milhões de curdos que habitam a Turquia. Oya demonstra como a perda ou a supressão da palavra representa uma das formas mais cruéis de violência que podem ser imputadas a um indivíduo ou a um povo.
“A Bíblia diz, no começo era o verbo… Estou convencida de que a opressão de um povo começa com a opressão da língua. A Palavra Perdida tem um sentido metafórico que faz alusão, em primeiro lugar, à existência humana, que não pode ser separada da língua. É uma alusão às nossas crenças, nossos ideais, nossas esperanças de um mundo melhor. Nesse sentido, a palavra é meio de compreender “o outro”: é a palavra que une os homens”, explica a autora. Pergunto qual sua palavra preferida, a resposta é óbvia. “Liberdade”, diz.
Oya explica que o aumento do terror e violência na Turquia e no mundo, principalmente entre 2005-2007, foi o estopim para esse romance. “Palavra Perdida é meu protesto contra qualquer tipo de violência”. Uma das fundadoras do Partido Trabalhista, a escritora já foi presa em razão de suas atividades de esquerda e, depois de libertada, viveu 12 anos no exílio, na Alemanha.
O livro de Oya fala ainda sobre outras formas de violência do mundo atual, desde a dissecação de cobaias em laboratório, a imposições de nossos valores às crianças, a assassinatos e guerras civis. Sua narrativa densa, montada em três planos de histórias e personagens, envolve e arrebata o leitor.

“A verdadeira história da cachaça” na revista História/Biblioteca Nacional

EXPOCACHAÇA DOSE-DUPLA: MERCADÃO E CACHAÇA EM EVENTO INÉDITO


De 6 a 11 de Setembro, o Mercado Municipal Paulistano – o famoso ‘Mercadão’, no centro de São Paulo –, será palco da ExpoCachaça Dose-Dupla, versão paulista da mais importante feira brasileira de cachaça,  que acontece há 15 anos em Minas Gerais.

De um lado, o Mercado Municipal Paulistano com suas conhecidas atrações gastronômicas capazes de agradar aos mais diversos tipos de paladares. De outro, a bebida por excelência do Brasil, representada por várias das melhores marcas produzidas no País.
        É através dessa combinação ‘em dose dupla’ que o tradicional Mercadão e a mais importante feira voltada para o destilado nacional chega a São Paulo, a convite de José Roberto Graziano, Supervisor Geral de Abastecimento de São Paulo, responsável pela administração do Mercado Municipal, e em parceria com Nestor Marques Filho, empresário que atua na distribuição de cachaça – dois entusiastas da bebida.
        Organizado pela Prefeitura de São Paulo, por intermédio da Supervisão Geral de Abastecimento da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, e pelo Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CBRC), que tem como presidente o mineiro José Lúcio Mendes, o evento vai reunir cerca de 40 expositores que terão a oportunidade de apresentar seus produtos às mais de 20 mil pessoas que circulam diariamente pelo Mercadão. O Mercado Municipal Paulistano é o quarto ponto turístico mais visitado da cidade de São Paulo, logo depois do Parque do Ibirapuera, da Avenida Paulista e do MASP.
Os expositores estarão em estandes e quiosques espalhados no espaço interno do Mercadão, oferecendo ao público a oportunidade de degustar suas cachaças. E todas as cachaças expostas estarão sendo comercializados pelas 16 lojas especializadas em bebidas existentes no Mercado Municipal.
“Trazer a cachaça para o ambiente do Mercadão é como colocar esta bebida em uma vitrine para o mundo. A mais genuína das bebidas brasileiras é perfeitamente compatível com os produtos disponíveis nas lojas e boxes do Mercado, assim como com sua praça de alimentação”, observa Graziano, ele mesmo um colecionador de cachaça. “Por suas características cosmopolitas, o Mercadão atrai consumidores e turistas de todo o mundo que o visitam diariamente, o que de antemão garante ao evento uma oportunidade única de negócios”, complementa.
Aberta a todos os seus freqüentadores e com entrada franca, a ExpoCachaça Dose Dupla estará integrada ao ambiente do Mercadão, ocupando os dois corredores principais, o Espaço de Eventos com estandes de grandes marcas e ainda o Mercado Gourmet, local para a realização de palestras e “jantares interativos”, com workshops de chefes de cozinha como Rodrigo Oliveira, do cultuado bar e restaurante paulistano Mocotó, e Alex Caputo, chef oficial do Mercado.

Cachaças de todo o Brasil – “Uma ampla amostragem, reunindo representantes das principais regiões produtoras de cachaça do País está prevista para a feira”, antecipa o diretor comercial da ExpoCachaça Dose Dupla, Luiz Vicente Mendes.Mercado Crescente – De acordo com José Lúcio Mendes, a mais brasileira das bebidas é o terceiro destilado mais consumido no mundo, perdendo somente para a vodca e o shochu  soju. Anualmente são produzidos 1,3 bilhão de litros de cachaça, distribuídos entre 4 mil marcas e 40 mil produtores (na quase totalidade pequenos e micro produtores). A cachaça também é líder absoluta entre os destilados vendidos no Brasil, com 86% de market share. Por fim, a cadeia produtiva da cachaça movimenta cerca de R$ 7 bilhões/ano.
O crescimento da cachaça de qualidade no Brasil é incontestável, como se pode facilmente perceber por sua presença cada vez maior em supermercados e empórios finos. E também em bares e restaurantes, que pouco a pouco vêm oferecendo a seus clientes uma carta de cachaças mais ampla, com variadas marcas e diversas faixas de preço. Em síntese, a cachaça vem ganhando cada vez mais o status de destilado nobre.
Para que se tenha uma ideia da efervescência do atual panorama que rodeia a cachaça no País, no último mês o setor presenciou duas importantes aquisições, uma envolvendo a italiana Davide Campari-Milano, fabricante do conhecido Campari, outra envolvendo o conhecido chefe de cozinha francês radicado no Rio de Janeiro, Claude Troisgros. Enquanto a Campari anunciou a compra da marca Sagatiba, Troisgros anunciou a aquisição da cachaça mineira Bendita, revelando ainda planos de criação de uma linha especial, envelhecida em madeiras brasileiras, destinada à classe A do Brasil e do Exterior. Por outro lado, há alguns anos a Cachaça Leblon, de Patos de Minas (MG), passou a fazer parte do portfólio do Grupo Bacardi.
“A cachaça brasileira é o destilado que mais cresce no mundo, em desacordo com a curva descendente do conhaque e do uísque. Daí o interesse das grandes organizações”, afirma diz José Lúcio Mendes.
Em sua última edição, em Junho passado, em Belo Horizonte, a ExpoCachaça reuniu 100 mil visitantes e movimentou R$ 17 milhões. Para José Lúcio,
trazer uma versão da feira para São Paulo atende a proposta de valorização e divulgação da bebida brasileira e a uma demanda dos produtores. “A ExpoCachaça garante não só a possibilidade de exposição e aproximação com consumidor final como também de ampliar a visibilidade e despertar a atenção dos responsáveis pela área institucional ligada à cadeia produtiva do segmento”, complementa.

Entre as presenças asseguradas, destacam-se, além das cachaças de Minas Gerais, referência na área, cachaças do Rio Grande do Sul e de São Paulo, cujo aprimoramento do nível de qualidade de seus alambiques vêm surpreendendo o mercado. O Rio de Janeiro estará representado por cachaças originárias de todo o território fluminense, como o Vale do Café e Paraty, primeira região credenciada com indicação de procedência pelo INPI-Instituto Nacional de Patentes Industriais, equivalente ao francês AOC (Apelação de Origem Controlada). Do Nordeste virão marcas produzidas na Bahia, Pernambuco e Paraíba.

Atividades Paralelas – Nas quatro primeiras noites do evento (de terça 6 a sexta-feira 9 de Setembro), a ExpoCachaça Dose Dupla terá “jantares interativos”. Neles, chefs convidados se encarregarão de cardápios, sempre com receitas tendo como ingrediente a cachaça, acompanhados de comentários relacionados com o seu preparo. Destaque para a presença de Leandro Batista, sommelier especialista em cachaças, integrante da equipe do restaurante Mocotó.


Literatura da Turquia publicada pela Sá resenhada no Prosa e Verso/O Globo

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