Livros de autores turcos da Sá resenhados no O Globo

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Língua e Literatura

Novas visões da Turquia
O Globo – 13/08/2011 – Por Elias Fajardo

Para nós, brasileiros, a Turquia é longínqua e próxima. A língua e a distância nos afastam, mas nos aproximam o fluxo migratório de habitantes daquele país que se estabeleceram entre nós e o fato de sermos “periféricos”, uma terra de transição entre o primeiro e o terceiro mundos. Daí o interesse que desperta o lançamento de várias obras de ficção turcas pela Sá Editora. O leitor brasileiro já tem alguma intimidade com Orhan Pamuk, prêmio Nobel de Literatura de 2006, cujo discurso por ocasião de sua premiação se tornou um texto clássico que merece ser lembrado. Ele escreveu: “Ser escritor é reconhecer as feridas secretas que carregamos, tão secretas que mal temos consciência delas e explorá-las com paciência, conhecê-las melhor, iluminá-las, apoderar-nos delas e transformá-las em parte consciente do nosso espírito e da nossa literatura”. Tanto As preces são imutáveis (182 pp., R$ 33 – Trad. Marco Syrayama de Pinto), de Tuna Kiremitçi, como Palavra perdida (458pp., R$ 44 – Trad. Marco Syrayama de Pinto), de Oya Baydar, são passos na direção indicada por Pamuk, na medida em que vão fundo nas dores simbólicas e políticas de seu país.

“Gesto literário” no blog da Simone Magno

Novo selo explora novas literaturas

qui, 04/08/11 por simone.magno | categoria Editoras

A Sá Editores lança um novo selo, Gesto Literário, com o objetivo de abrir horizontes para novas literaturas. O objetivo, segundo a editora Eliana Sá, é abrigar somente ficção/literatura de autores de países menos conhecidos dos leitores brasileiros, como Índia, Turquia (com especial atenção) e Irlanda. “Nossa intenção é ampliar o mercado de literatura, provocando o leitor com obras que lhe despertem curiosidade de ler, porque apresentam novos nomes, novos horizontes, novas relações culturais num mundo globalizado, onde a importância da diversidade cresce a cada momento”, completa. Fazem parte do selo A concubina, de Gül İrepoğlu, romance histórico sobre a corte maometana; Palavra perdida, de Oya Baydar, romance turco atual que trata de personagens que perderam o sentido da vida depois de sofrerem atos de violência, com especial atenção para a luta do povo curdo; As preces são imutáveis, de Tuna Kiremitçi, sobre uma idosa que não quer perder suas memórias de um amor secreto vivido em Istambul e contrata jovem turca para conversar com ela; e Valores de família (foto), de Abha Dawesar, romance hindu que trata da valorização das relações familiares na Índia vista pelos olhos de uma criança. Para setembro, está previsto o lançamento de Um golpe de sorte, de Reha Camuroglu (Turquia), que narra um complô para assinar o Sultão Vermelho com um desfecho surpreendente.

Ricardo Soares em seu blog comenta nosso selo “Gesto Literário”

http://todoprosa.blogspot.com/2011/08/literaturas-exoticas.html

QUINTA-FEIRA, 11 DE AGOSTO DE 2011

Literaturas exóticas

  
   Já faz algum tempo que parei de dar bola para a torcida,escrevendo sobre aquilo que as pessoas esperam. Se é que alguma vez fiz isso. Mas na área de livros e resenhas confesso que em passado remoto fazia por encomenda matérias e resenhas sobre livros considerados “in” ou vendáveis, ou mercadológicos.
     O mercado editorial tem nuances muitas.Algumas inclusive cruéis como editoras que aparecem demais e outras que imerecidamente aparecem de menos. Conheço editores que desde sempre mandam agrados para resenhistas e jornalistas pseudo-importantes para que tratem “com carinho” os seus lançamentos na mídia. Esses agrados podem variar de charutos a cestas de frutas finas passando por passagens aéreas e outras “gentilezas”.Assim sendo muitas vezes livros ruins são incensados e livros bons são esquecidos pois prevalece a lógica do “deus mercado” ou da promoção. Hoje em dia, diga-se de passagem,escrever bem é o de menos. Importa é a promoção, a auto-promoção, o marketing.
     Nesse universo as editoras pequenas padecem mais que as grandes visto que tem menos poder de lobby e menos regalias a oferecerem aos detentores dos gostos literários. E existe, podem crer que existem, uma enormidade de boas editoras pequenas e médias lutando com afinco pra divulgar seus bons produtos.
     Conheço pouco e superficialmente Eliana Sá, da Sá Editora, com quem conversei fugazmente em Bienais do Livro passadas acerca do seu trabalho que incluí, entre outros, a publicação entre nós do Diario de Che Guevara ou o excelente “Baia dos Tigres” uma bela aventura sobre a África de autoria de Pedro Rosa Mendes.
    Estou a falar da Eliana e de sua editora porque me chamou atenção a obstinação dela em publicar livros de ficção de autores de países pouco notados como Turquia (como o “As Preces são imutáveis” de Tuna Kiremitçi acima) e Índia conforme vocês podem ver nesse nesse link.   Não serei leviano em falar sobre a qualidade dos livros pois ainda não os li mas quero elogiar a iniciativa num universo editorial que aposta apenas em sucessos europeus e americanos. De certo essas literaturas, digamos exóticas, tem muito a nos oferecer.E que iniciativas como essa se multipliquem. Voltarei ao assunto.      

“Velórios inusitados” ganha resenha na revista da Kalunga

Casos de última hora

por: Manoel Dorneles

Jornalista relata em livro fatos fora do convencional e “causos” relacionados à morte, velórios e eventos afins

Casos de última hora

Seria fácil a um jornalista mais afeito à linguagem do futebol

dizer em tom de blague que a morte é uma caixinha de surpresas, são 11 contra 11 ou, ao menos uma atividade em que se ganha, se perde ou se empata. Mário Marinho – há mais de 40 anos na lida, durante muito tempo editor de esportes do Jornal da Tarde, em São Paulo – decidiu encarar a morte como ela é: um dos dois mais relevantes eventos para o ser humano; o outro é o nascimento. E assim ela é tratada no seu recém-lançado livro Velórios Inusitados, em que relata 56 crônicas relacionadas ao tema.

Sem muita reverência, mas tampouco com desrespeito, Marinho, natural de Ribeirão das Neves (cidade da Grande Belo Horizonte), radicado em São Paulo, escreve mineiramente sobre esse tema ainda espinhoso para o homem, principalmente o ocidental. “Minha intenção não foi vulgarizar a morte, mas minimizar a dor”, reflete. Segundo ele, a não ser os beneficiários de alguma herança polpuda deixada pelo falecido (ou quem está de olho na viúva), são poucos os que se podem dizer confortáveis durante um velório.

Se analisada sob o aspecto religioso, no entanto, as crenças orientais convivem de maneira mais positiva com a morte. “Da mesma forma os espiritualistas para os quais a morte é passagem para um plano superior. Evidentemente, quem não acredita sofre mais”, comenta o jornalista. Ele, por exemplo, teve de assimilar há cerca de 10 anos a morte do pai, a quem resgatou no seu primeiro livro, uma reportagem biográfica, Paulo Marinho – A história de uma vida.

 

Para esta obra, Marinho buscou a inspiração no seu início de carreira, 40 anos atrás, no Diário da Tarde, de Belo Horizonte. “a vingança” é o nome da história que inaugura o livro, baseada em uma reportagem feita por ele para o jornal. Resumo: anúncio no jornal O Estado de Minas dá conta da morte do sujeito, que está muito vivo, e trabalhando. ao receber o telefonema da mulher, ele vai para casa e passa o dia lidando com “convidados” e demais praxes para o velório. O “falecido” descobre logo que o autor do anúncio foi seu próprio irmão, num gesto de vingança, por ele ter tido um caso com sua cunhada. Evidentemente, não pôde deixar isso vazar em casa…

 

Rejeição dupla

 

Entre casos e “causos”, há o de Jesus alvarenga Ribeiro, um dos frequentadores do famoso bar lua Nova, no térreo do edifício arcângelo Maleta, reduto da boemia belorizontina do início dos anos 1960. Com toda a pompa e circunstância que um anúncio dessa natureza exige, certo fim de noite ele comunicou a seus colegas de copo e de cruz: “Vou morrer no dia 13 de março, às 15 horas.” Evidentemente, poucos o levaram a sério, mas como ele continuasse a repetir a data, sem demonstrar qualquer tristeza ou preocupação diante do fato, quem passou a ficar com a pulga atrás da orelha foram seus amigos. indagam daqui, indagam dali, mas ninguém atinava sobre as razões do futuro defunto.

a coisa e o diz que diz tomaram tal vulto que, na data aprazada, todo mundo que frequentava o bar e mais meia Belo Horizonte rumaram para o endereço de Jesus. O clima era de pré-velório, naturalmente. Ele já comprara o caixão (a muito custo, pois não se vende esse artigo sem defunto), e de quebra encomendara coroas de flores, velas e, para ninguém passar vontade, comida e bebida à farta. Após receber a todos com naturalidade, poucos minutos antes das 15 horas, ele vestiu o terno e deitou-se no caixão.

Teve início a contagem regressiva dos segundos: 10, 9, 8, 7, 6… silêncio absoluto – exceto pelas emissoras de rádio que transmitiam do local em tom sepulcral –, 15 horas, contadas no badalar do relógio da sala. após um minuto de silêncio e expectativa, eis que “o morto” se levanta e comunica que, como a morte não o quis, ele anunciava a todos sua candidatura à vereança da cidade. O azar dele foi que as urnas da política também o rejeitaram… ele não foi eleito.

 

Dinheiro vivo

 

as pesquisas de Marinho demandaram cerca de dois anos. algumas histórias ele recebeu de amigos, outras levantou do noticiário do dia a dia. Há o caso do professor chinês lin que gastou mais de 10 mil euros (cerca de 30 mil reais) para enterrar seu cachorro. Ele venceu a resistência dos administradores do cemitério de chenglu, cidade da província de Schiuan, que evidentemente não aceitam animais, e conseguiu que realizassem o funeral e o enterro do cão. O dinheiro foi gasto no aluguel do espaço fúnebre, onde o corpo permaneceu durante dois dias em câmara ardente, flores, pagamento aos funcionários e aluguel de uma limusine para transportar o corpo. Sobre o terreno onde o animal foi enterrado, lin plantou uma árvore para lembrar o amigo.

Seja para quem tem dinheiro disponível, como o chinês lin, seja para quem não tem as mesmas condições, um enterro sempre é uma despesa (e um trabalho) extra para a família. Em seus levantamentos, o jornalista descobriu a paulistana Maria aparecida, que encontrou o seu ganha pão nesse mercado sempre aquecido, e sem data para acabar. Ela é uma promoter de funeral. com desenvoltura, como se estivesse tratando de uma festa, ela fala ao telefone sobre castiçais de prata, tapetes, flores, pianista e até comidinhas, a serem servidas durante o velório. Bem melhor para quem, surpreendido pela passagem do ente querido, nem sempre tem cabeça para cuidar desses detalhes…

ainda no mundo dos negócios, funciona desde 2008, em São Paulo, a Funeral Home, a primeira empresa de luxo nesse ramo no País. O empreen-dimento, que ocupa um suntuoso casarão de 800 m² na avenida Paulista, oferece toda a assistência à família, desde que o corpo sai do hospital até a missa de sétimo dia. além de quatro salas de velório – São Paulo, Roma, Paris e Nova York –, há uma capela ecumênica, sala com televisores e computadores ligados à Internet, terraço, manobristas e seguranças. O aluguel de uma sala mais barata gira em torno de dois mil dólares. Detalhe: na saída do velório, após se servirem no bufê, os visitantes recebem lembrancinhas “bem-velados”, que remetem aos populares bem-casados.

Para não ficar atrás, Belo Horizonte também inaugurou o seu Funeral House, um espaço especial para receber tais eventos (isto não está no livro). a empresa está instalada em um palacete tombado pelo patrimônio histórico mineiro, na Avenida Afonso Pena, 2158, aos pés da Serra do curral. Também oferece aos familiares e participantes do velório todo o conforto físico e espiritual. a propósito, Mário Marinho foi convidado para o lançamento do empreendimento, no dia 23 de março, ocasião em que promoveu uma noite de autógrafos de seu livro Velórios Inusitados. Para adquirir um exemplar, no valor de R$ 32,00, consulte o site da editora www.saeditora.

Leia Mais: http://www.revistakalunga.com.br/240/casos-de-ultima-hora/#ixzz1UjrNxxQh
(Revista Kalunga)

A literatura da Turquia publicada pela Sá Editora no Diário de Pernambuco

Em matéria assinada por Paulo Carvalho, estamos em bela matéria no domingo passado no caderno Viver do Diário de Pernambuco, Recife. Beleza de divulgação!

Orgulho feminista para Abha Dawesar

Abha Dawesar, à esquerda, fala sobre seu VALORES DE FAMÍLIA, em lançamento na Índia

Abha Dawesar, nossa autora de “Babyji” e “Valores de família” com grandes novidades: “Valores de família” é um dos cinco livros indicados para o Vodaphone Crossword Book Award em Ficção Indiana ( prêmio já entregue a Salman Rushdie, Amitav Gosh e Vikram Seth).
E ainda: The Feminist Press de Nova York (o mais antigo jornal feminista do mundo) listou a autora entre as “40 feministas do ano que representam a nova geração de feministas do mundo”.

“As preces são imutáveis” resenha no Guia da Folha

“Curar…” de David Servan-Schreiber nos oferece esperança

«Por que  Curar é um enorme sucesso em todos os países em que é publicado?

Porque as pessoas estão ansiosas por conhecer novas maneiras de lidar com ambientes de stress e porque este livro, escrito por um psiquiatra formado de forma tradicional que ousa pensar de uma forma não tradicional, oferece uma alternativa que pode funcionar e, ao fazê-lo, oferece-nos esperança.»

Antonio Damásio

 DAVID SERVAN-SCHREIBER

David Servan-Schreiber nasceu a 21 de Abril de 1961, em Neuilly, em França. Após ter estudado medicina e psiquiatria, David Servan-Schreiber voltou-se para a investigação fundamental em neuro-ciências cognitivas. Regressou depois à prática clínica prosseguindo os seus estudos em neurologia das emoções. Passou mais de vinte anos na América do Norte, onde contribuiu para fundar e em seguida dirigir o Centro de Medicina Complementar da Universidade de Pittsburgh.

Faleceu a 25 de Julho de 2011, após uma prolongada luta contra um bastante agressivo câncer de cérebro, que lhe tinha sido diagnosticado em 1992.

O MESTRE DO SEU SISTEMA resenhado no Vya Estelar

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/livrosecds.htm

O mestre do seu sistema 
Autora: Máera Moretto
Editora: Sá Editora 240 pags.


A autora toca em pontos cruciais por trás de transtornos emocionais como ansiedade e síndrome do pânico. Ela mostra as armadilhas frequentes em situações e emoções presentes no nosso dia a dia, oferecendo uma releitura de sentimentos como o amor, a solidão e o medo, entre outros. Este livro traz a Medicina Tradicional Chinesa para o mundo Ocidental. Ao revelar cases bem sucedidos no tratamento da ansiedade e do pânico, apresenta um novo olhar sobre como tratar os distúrbios emocionais da vida moderna. O livro é dividido em três partes e se completa com um final revelador, que explica porque o mestre está no nosso sistema.- Na primeira parte – Novos caminhos – Máera conta como começou seus estudos na MTC, fala sobre conceitos básicos da Medicina Tradicional Chinesa – os meridianos, o Yin e Yang, o Qi (pronuncia-se Tchi) de forma acessível a qualquer leigo. E ainda introduz a figura do Mestre com uma deliciosa lenda sobre a origem do homem na Terra.

- Na segunda parte – Os Caminhos dos Desequilíbrios – os personagens tomam a palavra para descrever seus desequilíbrios, um cotidiano no qual todos nós nos reconhecemos. Falam sobre problemas que sentem na pele, de forma aberta e sem preconceitos, num diálogo direto com o mestre Shen Menn.

- Na terceira parte – Os Caminhos da Cura – “O Mestre do seu Sistema” traz vários exercícios ilustrados, praticados e aprovados por pacientes que, vítimas de transtornos de ansiedade e pânico, seguiram os ensinamentos da MTC e dão seus testemunhos sobre como mudaram a qualidade de vida e ganharam mais saúde e equilíbrio.

Au revoir, David Servan-Schreiber…morre autor de “Curar o stress, a ansiedade e a depressão”

O público/ Lisboa

  • David Servan-Scheiber, médico e neurocientista francês conhecido pelo seu livro sobre o “estilo de vida anticancro”, morreu ontem à noite num hospital em Fécamp (noroeste da França). Tinha 50 anos e lutava há quase 20 contra um cancro muito agressivo no cérebro.
 (Foto: João Gaspar/arquivo)

Há já várias semanas, tinha tornado pública a sua desesperada situação de saúde, com a publicação do seu último livro, On peut se dire au revoir plusieurs fois (“É possível dizer-se adeus várias vezes”, na tradução em português) (ed. Robert Laffont).

Servan-Scheiber, que como lembra a AFP nasceu numa família de grandes empresários, estava já há três dias em coma, depois de ter sofrido durante os últimos meses de diversos sintomas neurológicos graves – paralisia, dificuldade em falar – devidos a metástases no cérebro.

Foi em 1992 que, por mero acaso, Servan-Scheiber se submeteu a uma ressonância magnética no âmbito de pesquisas em neurociências que estava a fazer no seu laboratório da Universidade de Pittsburgh (EUA) e descobriu que tinha um tumor cerebral maligno. Foi operado e tratado. Mas foi quando o cancro voltou em 2000, e quando Servan-Scheiber teve de voltar a ser operado e a submeter-se a quimioterapia e radioterapia – como contou ao PÚBLICO em entrevista em Maio de 2010 – , que percebeu que tinha de procurar o que ele próprio “podia fazer para reforçar a capacidade de o [seu] corpo combater a doença”.

O resultado dessas pesquisas foi o seu livro Anticancro – Uma nova maneira de viver, publicado em 2007 (e em 2008 em Portugal, pela Caderno). No livro, Servan-Schreiber detalha as principais alterações de estilo de vida (em termos de nutrição, mas não só) que, segundo tinha apurado a partir da análise de inúmeros estudos epidemiológicos e em animais publicados na literatura científica, podem ajudar o organismo humano a lutar contra o cancro. Apesar de ter sido alvo de críticas por parte de alguns oncologistas por preconizar métodos alternativos, Servan-Schreiber sempre afirmou que os métodos soft não deviam de maneira alguma substituir os da medicina convencional, que continuavam a ser os que já lhe tinham salvo a vida por duas vezes.

A terceira recaída aconteceu no ano passado e desta vez Servan-Scheiber não a conseguiu vencer. Motivou a escrita do seu último livro. “Se a doença me atinge apesar de pensar, comer, mexer-me, respirar e viver anticancro, então o que resta de Anticancro?, declarou. “É para responder a esta pergunta que escrevo hoje.”

Era uma questão que tínhamos evocado na entrevista do ano passado. Na altura, Servan-Schreiber tinha respondido simplesmente: “Eu não sou uma experiência científica. O que digo no meu livro não se baseia no sucesso ou no fracasso do meu caso pessoal – e ainda bem. Não possuo nenhum método garantido a 100 por cento, não sei o que me irá acontecer daqui a três meses ou três anos. Mas isso não altera a validade do que digo.”

Au revoir, David Servan-Schreiber.

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