Tranquilidade na Noruega, tensão na Turquia… PALAVRA PERDIDA resenhado no Opera Mundi

Presa em meias interpretações e definida frequentemente como um enigma – a mistura entre o Ocidente e o Oriente –, a Turquia se desenrola em múltiplas facetas no romance Palavra Perdida (Sá Editora, 464 páginas, R$ 44,00).

Nele, o país é desconstruído aos poucos pelas mãos de Oya Baidar, escritora nascida em Istambul e personagem ativa das transformações vividas por esta nação. Baidar, uma das fundadoras do Partido Comunista turco e ex-exilada política, conduz uma narrativa sobre a violência e o terror — inclusive envolvendo a Noruega, vítima recente do fundamentalismo –, em que o sequestro da palavra se traduz na complexa identidade não só de um povo — o curdo –, mas também de toda uma nação.


Arquivo pessoal


Oya Baidar, em seu escritório em Istambul, fala das minorias que perdem o direito ao idioma natal

“Eu procurava uma palavra, ouvi uma voz”, repete Ömer Eren no início e no fim de Palavra Perdida. Essa busca incessante do personagem é o emblema do livro. Com um bloqueio criativo, o escritor testemunha um tiroteio envolvendo um casal de curdos — a mulher acaba perdendo um bebê no hospital. Abalado com o acontecimento e impregnado de memórias, ele decide seguir para a cidade de Anatólia, onde viveu quando jovem.

Para ele, o reencontro com um Ömer cheio de certezas ideológicas fará com que a palavra volte para si. “Quando tínhamos 20 anos, acendemos a chama da revolução nas montanhas de Nurhak, nos vales de Söke, nas áreas rurais de Çukurova (…) Aquelas pessoas que viviam lá eram o nosso povo (…) , o povo por quem fomos para a cadeia após usar a palavra ‘curdo’”. No entanto, o silêncio permanece ao redor de Ömer. Neste momento, Baidar nos mostra que as esperanças de uma geração — a sua geração — parecem minguar.

Em outro paralelo está Elif, mulher de Ömer, uma cientista cuja principal atividade é fazer experimentos em ratos. O sofrimento da também ex-sonhadora ao assassinar os animais contrasta com um cotidiano de apatia e distanciamento do marido.

A única coisa que parece movimentar a vida de Elif é a falta sentida do filho, Deniz. Batizado em homenagem a um revolucionário turco enforcado nos anos 1980, o garoto carregou por anos o fardo do passado de esquerda dos pais, que por sua vez, procuraram moldá-lo para um futuro meticulosamente calculado em torno de ideias ultrapassadas. Deniz sabe que a Turquia não é mais a mesma, ao contrário dos pais.

Divulgação

Palavra Perdida, editado no Brasil pela Sá Editora

Após uma temporada de traumas vivida como correspondente de guerra, Deniz se exila em uma ilha semideserta na Noruega, onde o frio e as noites intermináveis lhe dão a sensação de uma segunda chance e de distanciamento. Porém, uma grande perda o arrasta de volta à dor da juventude, à família e à realidade de seu país natal. Sua esposa é morta em um atentado a bomba na capital turca e Deniz volta sozinho para sua ilha deserta. A alternância entre as tragédias pessoais e nacionais parece ser a chave para a compreensão da Turquia proposta por Baidar.

Palavras Perdidas é um livro de muitas vozes, mas de poucos diálogos: Ömer, que viaja para o leste em busca de si mesmo, assombrado por memórias de sua juventude e de uma revolução em que os curdos deveriam ser a vanguarda; Elif, encarcerada na dor pela rejeição do filho, saudosa de sensações e sabores envelhecidos e Deniz, um fantoche do destino traçado desde antes de seu nascimento.

A ausência de comunicação entre os personagens expõe a realidade de todo um país, que parece ter passado pelos anos de revoluções e crescimento sem resolver sérias questões internas. A questão da linguagem é central no romance e não só como forma de existência, mas também de crenças, ideais e esperanças. Baidar decreta que a perda da palavra resulta no afastamento total. Sem ela, é impossível conhecer o outro. Sem a palavra, há o nada.

(Marina Terra)

Autor de A VERDADEIRA HISTÓRIA DA CACHAÇA faz parte do júri do Ranking de Cachaças na Playboy

 Messias Cavalcante, considerado o maior colecionador de cachaças do mundo, tem acervo com mais de 15.000 rótulos!!!

Sá produz coleção sobre Meio Ambiente

Produzimos editorialmente uma bela coleção com livros sobre meio-ambiente para a Flying Rivers, num projeto para a rede pública do Estado de São Paulo. Livros para a sala de aula, com guias de orientação para o professor. Se você recebeu e gostou, comente aqui…

Exemplos de página interna e capa de um dos livros:



Máera Moretto, de O MESTRE DO SEU SISTEMA, entrevistada na Rádio USP

Máera Moretto com seu "O mestre do seu sistema"

 

http://www.radio.usp.br/index.php

Ouça o podcast em Real player

Entrevista Rádioa Usp Máera Moretto /

segunda parte entrevista usp maera

Sá Editora produz livros educativos sobre meio-ambiente

Projeto para Flying Rivers; 4 livros para o aluno e 4 para o professor/ ilustrações de Fabiana Salomão/ Projeto gráfico 2 estúdio gráfico/projeto editorial Eliana Sá/Sá Editora/ textos de Sheila Gomes, Lúcia Pimentel Goes e Eliana Sá
Livro 1 Natureza-Vida: ciclos e transformações;Livro 2 Água-Vida; Livro 3 Energia – força da vida; Livro 4  Mãe-terra

Joias otomanas servem de inspiração para a autora de A CONCUBINA

Gul Irepoglu, autora e historiadora turca, publicada pela Sá Editora no Brasil

 

Gül Irepoglu nasceu em Istambul em 1956. Cursou seus estudos de arquitetura na Academia de Belas Artes Artes Mimar Sinan de Istambul em 1979. Fez carreira acadêmica no Departamento de História da Arte da Universidade de Istambul.

Em 1984 se doutorou em História da Arte. Em 1991 passou a ser professora adjunta até que, em 1997, obteve a cátedra definitiva. Aposentou-se em 2005, para dedicar mais tempo a escrever. Durante seus 26 anos como catedrática da universidade ensinou pintura e arquitetura europeia e arte otomana.A realização de estudos comparativos entre estas duas culturas a interessa especialmente.

Publicou vários livros sobre história da arte, entre os quais Feyhaman Duran (sobre um famoso artista turco), Levni; Painting, Poetry, Colour (sobre um dos principais artistas otomanos da era Tulipa), The Sultan’s Portrait e Eyewitness of the Tulip Era.

Também publicou  uma série de artigo sobre a arte dos séculos XVIII-XX; a história das joias e as relações artísticas entre Oriente e Ocidente.

Realizou conferências em distintas universidades dos Estados Unidos, Alemanha, Pakistão e Turquia,tanto em inglés como em alemão e turco.

Escreveu sua primeira novela ambientada  na era Tulipa: I left my shadow over the tulip gardens, sobre um pintor e o Sultão Ahmed III, bem como a vida e as relações em um harém do século XVIII.

Seu segundo romance, recentemente publicado,  A concubina, narra la historia de una concubina, do chefe eunuco de um harém e do sultão Abdülhamid I, através de cartas de amor.

Durante a temporada 2005-06, Irepoglu tinha um programa de televisão semanal na cadeia TRT2 chamado “A cidade e o lugar”, gravado no Palácio Beylerbeyi sobre ol Bósforo e onde discutiam temas relacionados ao ‘pasado’ e o ‘presente’ e conceito de ‘cidade’.

Irepoglu faz  parte do conselho da Comissão Nacional Turca da UNESCO e dirige dentro dele mesmo o Comitê do Patrimônio Nacional.

Joias otomanas: Gul Irepoglu, autora de "A concubina" estuda seus desenhos inspiradores e eternos

AUTORA ESPECIALISTA EM JOIAS OTOMANAS –  Como historiadora, Gul dedica-se também a estudar e catalogar o tesouro otomano, uma mescla do precioso e do curioso, do grandioso e do simples.

Para ela ” ele reflete tanto as complexas características de um império de grande extensão como o esplendor da vida na corte”.

Graças ao que permanece no Palacio Topkapı, em Istambul,e que nunca foi confiscado nem saqueado, o tesouro otomano  conseguiu sobreviver ao longo dos séculos. Um museu impressiona os visitantes — dois mil a cada dia!

As joias preferidas pelos sultões eram os Aigrettes, ornamentos que levavam nos turbantes.

Os altos cargos do Estado e as damas da corte também empregavam este tipo de joias,  ainda que os seus não fossem tão pomposos como os dos dirigentes.

Para fabricar as joias da corte, se empregavam pedras preciosas provenientes de todos os rincões do mundo, como diamantes da Índia, rubis de Ceilão e as (hoje em dia, SriLanka), esmeraldas do Egito, turquesas de Nisabur e pérolas do Yemen.

Como as mulheres otomanas valorizavam muito as joias, não usavam várias com o mesmo motivo, como faziam mulheres europeias, como preferiam  utilizar muitas joias de estilos muito variados  e usavam ao mesmo tempo muitas peças de diversos motivos.

Os leitores encontrarão muitas dessas joias descritas no livro de Gul Irepoglu, A CONCUBINA, pois elas compunham todo o ambiente de luxo e poder do império otomano. Disputadas pelas mulheres, cobiçados presentes pelas concubinas dos sultões, ou ornamentando mesmo a louça de uso diário no harém da corte.

Coroa no museu do Topikapi, Istambul, Turquia.

“Valores de família” divulgado no Sabático/Estadão

"Valores de família" de Abha Dawesar / Caderno Sabático/Estadão

Livraria inclusiva tem livro em Braille pra oferecer ao leitor

Inclua mais um tipo de leitor em sua livraria:

“FECHE OS OLHOS PARA VER MELHOR” em Braille

Sérgio Sá com seu livro "Feche os olhos pra ver melhor"Impressos em Braille, o alfabeto em relevo para a leitura com as pontas dos dedos

Autor: Sérgio Sá – compositor, músico e autor de três livros, deficiente visual.

“Meu livro fala sobre como despertar os sentidos, os outros que ficam às vezes embutidos ou esquecidos pela soberania da visão”.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Censo 2000, o Brasil tem 2,5 milhões de pessoas cegas ou com deficiência visual severa e este público tem extrema dificuldade em encontrar material de leitura.

Feche os olhos para ver melhor em Braille: 200 páginas- R$ 59,90 (dois vol.de 100 pág cada)

Impresssão: gráfica de excelência da Fundação para Cegos Dorina Nowill
Selecionado pelo FNDE
Nova edição em Braille, conforme a Nova Ortografia – Temos também a edição em tinta para facilitar a interação do deficiente com sua família ou professor

Consulte-nos! Pedidos para comercial@saeditora.com.br

Alfabeto Braille : os pontos que aparecem em negro são impressos em relevo no papel; o deficiente visual “lê” com as pontas dos dedos

 

‘A verdadeira história da cachaça” no Publishnews

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7 Espelhos quebrados Edna Uip | R$ 14,00 | PDF

8 Feche os olhos para ver melhor Sérgio Sá R$ 11,00 PDF

9 O mestre do seu sistema Máera Moretto  | R$ 19,00 | PDF

10 Lendas brasileiras Carmen Dolores  | R$ 9,00 | PDF

11 Geração Delivery Cybelle Weinberg| R$ 14,00 | PDF

12 Palavra perdida Oya Baydar  | R$ 18,00 | PDF

13 Os 100 melhores CDs da MPB André Domingues | R$ 15,00 | PDF

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