A segunda vida das mulheres (Nova Mulher, 07/2005)

Por Luciene Correia

UM LIVRO SOBRE COMO AS MULHERES PODEM E DEVEM ENCARAR A VIDA DEPOIS DOS 50 ANOS

Ao contrário do que prega a mídia, a jornalista Christiane Collange, não é adepta às cirurgias plásticas, propõe a libertação das mulheres no que diz respeito a explorar, na maturidade, novas possibilidades com bom humor e dignidade.

Lançado em março, na França, La Deuxième Vie Dês Femmes – A SEGUNDA VIDA DAS MULHERES, livro de Christiane Collange, chega ao Brasil.

Enfrentando a vida com alegria, bom humor e despojamento, sua autora chegou aos 75 anos sem ter realizado nenhuma plástica.

Em seu currículo estão três ex-maridos, quatro filhos e 15 netos, a publicação de 14 livros e a chefia de redação da revista L`Express.

Escrito a partir de entrevistas que Collange fez com 100 mulheres da classe média francesa, a autora extraiu delas o que desejam e fazem depois da época em que os filhos deixam as casas e elas se tornam avós, por exemplo.

Em entrevista à revista Claudia, Collange, ao falar sobre infidelidade, fala sobre a sua reação ao ser trocada pelo marido por uma mulher mais nova. “Era louca por aquele homem 13 anos mais velho do que eu. Tivemos dois filhos.Eu havia deixado meu primeiro marido por ele. Depois de 18 anos de convivência, ele, que era muito sedutor, acabou encontrando essa moça. Fiquei desestruturada. Chorei muito. O que vemos hoje, é que os homens só se divorciam quando têm outra, enquanto as mulheres se separam porque não querem mais. Eu experimentei os dois modelos… O homem não parte assim, aparentemente por nada, ele parte por alguém???.

A SEGUNDA VIDA DAS MULHERES já vendeu 100.000 exemplares desde o seu lançamento na Europa.

Sua pesquisa informal, sem estatísticas, revelou que as mulheres são muito ativas, corajosas (uma enfrentou o marido e se separou porque ele não queria aceitar o filho homossexual), alegres (algumas dançam com as amigas à noite enquanto os maridos ficam em casa) e que a maioria não se sente deprimida com a passagem do tempo.

Em visita ao Brasil, em 2001, a autora diz ter estranhado a ausência de mulheres maduras nas ruas, como se estivessem escondidas. Diz, ainda, que os franceses comentam o excesso de plásticas a que se submetem as jovens brasileiras, numa tentativa de reformar o corpo inteiro.

A obra propõe questionamentos como “Qual é a tragédia em ter menos juventude aos 50 anos???? e mostra como é possível, para as mulheres após os 50 anos, viver em harmonia e de forma menos egoísta já que estão livres das pressões do mercado de trabalho e da família.

Fonte: www.saeditora.com.br e Claudia, julho de 2005.

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