Bate-Papo: A Segunda Vida das Mulheres na Saraiva

A Sá Editora promoveu um encontro na livraria Saraiva do Shopping Morumbi entre as psicanalistas Cybelle Weinberg e Eliane Marraccini e as jornalistas Luciene Craveiro (revista Viv), Yara Achoa, da editora Símbolo e eu, do celiapardi.com. O assunto foi o livro A Segunda Vida das Mulheres, da jornalista francesa Christiane Collange, publicado pela Sá. Conversamos sobre as mulheres de 50 anos para frente e a perspectiva de vida que está cada vez maior. Foi um bate-papo bem legal, um pouco otimista demais, acho eu, como o livro. Aliás, o livro é muito bom. Identifiquei-me com muitas coisas ali escritas e tive vários insights. A vida é realmente outra – é uma mudança radical, a gente tem que viver uma outra coisa, reinventar uma maneira de ser, descobrir uma outra pessoa dentro da gente. Não é bom nem ruim, é apenas isso. Fiquei pensando seriamente se um dia vou fazer plástica (sempre disse que ia e ainda digo) – nadíssima contra, mas será que quero mesmo? Um trecho (um dos) que mexeu comigo (pag. 203). "Francamente, acredite em mim: você não está mal para sua idade. Muito pelo contrário. Comparada com suas antepassadas, você está incrivelmente em boa forma, com quase todos os seus dentes e pernas que aceitam levá-la para onde você tem vontade de ir. Aproveite esses anos de equilíbrio e serenidade sem estragar a vida com complexos físicos e fantasmas de Bela Adormecida que datam de sua juventude. Deixe-nos para suas filhas e netas; é a vez delas de jogar o jogo da sedução e de conhecer as angústias que o acompanham!" Num dos rodapés: "um estudo médico citado no livro do doutor Laudoucette, estabelece uma relação direta entre a boa forma intelectual e física e a capacidade de fazer projetos a longo prazo". O livro é muito bom e me fez um bem danado!

Cada vez melhor

Uma pesquisa realizada na Georgia, nos Estados Unidos, entre 600 pessoas centenárias – sim, que chegaram aos 100 anos – revelou que cuidar da alimentação, fazer exercícios, todas essas prescrições médicas são fundamentais, claro. Mas… o que encantou os cientistas é que havia 4 coisas que todos eles, todos, tinham em comum. Eu também achei fascinante e acredito, de fato, que têm tudo a ver. São elas:

1) Otimismo.
2) Compromisso, engajamento com alguma coisa que lhes interessa.
3) Atividade ou mobilidade.
4) Capacidade de se adaptar às perdas.
Por isso, meninas e meninos, vamos, já, já, começar a buscar o ânimo, a alegria, o interesse, a meta, o objetivo. Viver bem é mesmo um desafio!

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