Autora fala sobre a busca pela ‘metade ideal’ em tempos de internet

da Livraria da Folha

 

Apesar de o sucesso de alguns romances iniciados na internet, esse tipo de relacionamento ainda carece de crédito. Normalmente são vistos como fugazes, uma versão piorada dos antigos “amores de verão”. Além disso, a possibilidade de revirar o passado dos pretendentes em redes sociais é um prato cheio para os ciumentos.

Com todas essas dificuldades, como formar um casal –da maneira que idealizam os românticos– no século 21? “O ideal é o possível na vida real. É aquele relacionamento que permite mais satisfação que sofrimento, o que inclui respeito e amizade. Como diz o poeta, o melhor é o sentimento infinito enquanto durar”, disse Judith Brito, autora de “A Metade Ideal”, em entrevista à Livraria da Folha.

O livro reúne crônicas sobre amores e afetos. Judith Brito analisa novas e antigas formas de buscar por um par que nos complete, das paqueras nas pracinhas do tempo da vovó ao footing cibernético.

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Livraria da Folha – Você é formada em administração. É possível administrar relações amorosas?

Divulgação/Sá Editora
Judith Brito, executiva do Grupo Folha, formou-se em administração pública
Judith Brito formou-se em administração pública pela FGV

Judith Brito – Bem, a arte é justamente tentar administrar o relacionamento, com tolerância e bom senso. Assim como, numa empresa, é preciso pensar, refletir sobre estratégias, voltar atrás se necessário, manter um relacionamento saudável exige engenhosidade.

É possível encontrar um companheiro verdadeiro pela internet?

Tenho visto vários casos assim. Claro que é necessário cuidado para o estreitamento de uma relação feita a partir de um encontro virtual. Mas há sites sérios, e esse meio tem também muitas vantagens. Os tímidos, por exemplo, têm mais chances de estabelecer contatos a partir da proteção da tela de um computador.

No tempo da vovó também existiam cafajestes. Há uma receita para separar o joio do trigo?

No tempo da vovó, a coitada pouco palpitava. Os casamentos eram, muitas vezes, decididos pelos pais. Nos casos dos meus avós e bisavós, por exemplo, foi assim. E depois, consumado o casamento, a vovó também não apitava, restando a ela obedecer ao marido, muitas vezes um autoritário. Por outro lado, essa interferência familiar ao menos poupava a mulher da culpa de uma escolha errada. Afinal, escolhiam por ela, certo?

Como encontrar o limite para preservar alguma privacidade nas redes sociais?

A febre das redes sociais levou a abusos, mas vejo cada vez mais uma preocupação em preparar as crianças e jovens para que usem a internet com a devida cautela. O mundo ainda está se adaptando à novidade, e há um deslumbramento com as possibilidades de comunicação digital. Mas há cada vez mais recursos, inclusive tecnológicos, para evitar a superexposição na web.

A internet possibilita conhecer antigos relacionamentos dos pretendentes. Até que ponto é saudável remexer no passado de um candidato a namorado(a)?

Especialmente para os ciumentos, essa atitude pode ser um inferno. Particularmente, acho um completo non-sense ter ciúmes “do passado” do parceiro. Aliás, acho muito chato o ciúme em qualquer circunstância.

Divulgação
Judith destaca os comportamentos e as novas formas de amar nos dias atuais
Judith destaca comportamentos e formas de amar nos dias atuais

Como lidar com o “ciúme virtual”?

Virtual ou não, acho o ciúme muito chato, uma demonstração de insegurança. Felizmente, cada vez mais as pessoas entendem que ciúme não é amor, e ciúme exagerado é doença. É difícil para o ciumento lidar com o sentimento, mas acho que vale sempre o esforço para amenizá-lo ou acabar com ele.

Traição virtual é traição real?

Depende do que foi combinado a dois. Relacionamento é contrato, e valem as regras estabelecidas de comum acordo na parceria.

Pagu, Aguirre, santo Antônio e Blade Runner. O índice do exemplar mostra a diversidade da abordagem. Como você recomenda a leitura do livro (capítulos, aleatórias, seguindo a ordem)?

Recomendo a leitura do jeito que o leitor achar melhor. Bem acompanhado, de preferência.

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“A Metade Ideal”
Autor: Judith Brito
Editora:
Páginas: 192
Quanto: R$ 29 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

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