Excentricidade e gosto pela aventura são a marca de Branson (O Estado de São Paulo, 25/06/2008)

PERFIL – Bilionário já atravessou o Oceano Atlântico a bordo de um balão

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Com uma fortuna pessoal estimada em US$ 4,4 bilhões, o inglês Richard Branson é a 236ª pessoa mais rica do mundo, segundo a lista da revista Forbes. Mas, se houvesse um ranking de excentricidades, ele provavelmente estaria numa colocação muito melhor.

Em 2002, ao lançar nos Estados Unidos seu serviço de telefonia Virgin Mobile, o bilionário inglês pendurou-se a um cabo na Times Square, em Nova York, usando apenas um maiô e um celular gigante, que cobria sua virilha. A empresa foi um de seus tiros n?água, pois as ações caíram 80% de outubro para cá.

Ele também investiu na criação da Virgin Galactic, empresa de turismo espacial, e pretende transportar pessoas ao espaço a partir do ano que vem, cobrando passagens a partir de US$ 200 mil. Por toda a sua “contribuição ao empreendedorismo”, recebeu, em 1999, o título inglês de Sir.

Aparentemente, a idéia de ter a própria empresa surgiu cedo. Aos 15 anos, ele tentou plantar e vender árvores de Natal em Londres, mas a iniciativa não deu certo. Menos de um ano depois, no entanto, sua revista Student apresentou boas vendas na cidade. Em 1971, aos 21 anos, ele criou sua primeira loja de discos, que deu origem à gravadora Virgin Records. A razão do nome, criado com alguns amigos? Todos eram “virgens” no mundo dos negócios.

Foi a partir dessa empresa que Branson criou o Império Virgin, que hoje inclui empresas aéreas, de telefonia, de quadrinhos e até de bebidas – embora a Virgin Cola e a Virgin Vodka tenham obtido resultados medíocres.

MAU ALUNO

Após o negócio dos pinheirinhos de Natal, Branson largou os estudos. Seu título de Doutor em Tecnologia pela Universidade de Loughborough é honorário. Levemente disléxico e com resultados escolares fracos, o inglês preferia se dedicar aos esportes e nunca teve vergonha de se expor. Adulto, apareceu nos seriados Friends e Baywatch. Freqüentemente volta à mídia fazendo alguma de suas estripulias.

O bilionário já atravessou o Oceano Atlântico em um balão e criou um reality show chamado O Bilionário Rebelde, nos moldes de O Aprendiz, para escolher um novo funcionário para o Virgin Group. Diferentemente do programa de Donald Trump, no entanto, seu show não caiu no gosto do público. Teve mais sorte ao aparecer como um operador de balões na versão de 2004 de Volta ao Mundo em 80 dias e como o passageiro proibido de embarcar em aviões da Virgin Airlines em James Bond: Cassino Royale.

A fama polêmica de Richard Branson o fez aparecer no recente documentário da BBC Os 100 Maiores Britânicos, e também no documentário do Channel 4 Os 100 Piores Britânicos. Em março deste ano, foi à ??ndia participar de uma produção bollywoodiana com a Miss ??ndia 2002, Neha Dupia.

FAM??LIA

Embora apareça freqüentemente acompanhado de – várias – belas mulheres, Richard Branson aparentemente se dá bem com a segunda esposa, Joan Templeman, e com seus dois filhos, Holly e Sam. Sua mãe Eve era atriz e seu pai Edward, advogado. A família costuma reunir os amigos na ilha Neckle, que o empresário comprou no arquipélago das Ilhas Virgens. Não, ele ainda não comprou o arquipélago todo, mas a idéia já deve ter-lhe passado pela cabeça.

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