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A noite dos desesperados
Horace McCoy
Na década de 30, em plena fase da Grande Depressão americana, instaurou-se no país uma “febre de dança”, famintos e desesperados, os casais se inscreviam em competições nas quais deveriam bailar incessantemente…às vezes, até a morte…em troca de comida, de roupas e de um prêmio miserável em dólares, oferecido pelos patrocinadores.
No limite de suas forças, no limite da tragédia, assistia-se a um espetáculo cruel, no qual os próprios valores humanos perdiam sentido no movimento contínuo e irracional que deveria ser executado por, dias, semanas.
Muitos buscavam o sucesso, a subida ao estrelato, o reconhecimento da mídia; outros, bem ou mal, resolviam suas tragédias internas, aguçadas pela situação extrema em que vivia o país.
Esse momento foi imortalizado nesta obra clássica de Horace McCoy, publicada já em 1935. Em um texto rápido e fulminante, em que demonstra também seu talento de grande jornalista, McCoy expõe as contradições nevrálgicas vividas por uma sociedade que assiste, sem se dar conta, à degradação de seus semelhantes e à sua própria.
Aclamado imediatamente na França, Sartre e Simone de Beauvoir o consideram a primeira obra “existencialista” norte-americana, o livro ganhou o status de best-seller mundial que conserva até hoje.
Publicado pela primeira vez no Brasil em 1947, graças ao “faro” editorial Érico Verissimo, que o traduziu para a Livraria do Globo de Porto Alegre, ele retorna agora na brilhante versão do jornalista e escritor Renato Pompeu.
“Eles matam cavalos, não matam?” deve permanecer como a pergunta mais insólita feita pela Literatura do século XX.
Para o professor: indicado para Faculdades de Letras, Jornalismo, Ciências Sociais. Para estudantes do Segundo Grau.
Autor
Horace McCoy nasceu em 1897, perto de Nashville, Tennessee. Começou a trabalhar aos doze anos como jornaleiro; mais tarde serviu um ano e meio na França, durante a Primeira Guerra Mundial. Seu variado currículo inclui as profissões de caixeiro-viajante, motorista de táxi, repórter e editor de esportes e guarda-costas de político. Trabalhou também como leão-de-chácara em concursos de dança, tão populares na época da Depressão americana e assunto de seu livro A noite dos desesperados (Sá Editora/2000), escrito em 1935.
Finalmente tornou-se roteirista de cinema e escritor. Fundador do célebre Teatro de Bolso de Dallas, seus outros romances incluem “I should have stayed home” (1938) e “Kiss tomorrow goodbye” (1948). Morreu em 1955. Horace McCoy é considerado um dos maiores escritores americanos do século XX.
Imprensa
- A dança com a realidade (Revista Época)
- Romance faz inventário da loucura americana (Jornal da Tarde, 17/12/2000)
- "A Noite dos Desesperados" debate exploração dos limites humanos (Folha Online, 19/12/2000)
- Um cinema no limite da civilização
- O show da exclusão na "Noite dos Desesperados"
- Debate lançou "Noite dos Desesperados"
- Os bastidores do reality show num livro corajoso (AOL Notícias, 26/04/2004)
