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Preconceito
e culpa não curam.
>> Neste ângulo de abordagem,
o tratamento da Aids leva em conta o sujeito e os grupos dos quais
ele faz parte e, vai mais além, quando conclama a todos nós, conscientemente,
a fazermos parte de uma grande movimento de renovação, de luta contra
os preconceitos, para afastarmos um mal que pode atingir a todos
e a qualquer um. Com certeza, este livro interessará a pais, educadores
e a todos os que lutam por formas conscientes e democráticas de
participação social, empenhados na formação de verdadeiros cidadãos.
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No
texto de apresentação, assinado pela médica Valeria Petri:
"A epidemia de Aids começou como ficção estranha, passou a objeto
das piadinhas de mau gosto sobre gays e liberados em geral e instalou-se,
por fim, com a perplexidade gerada pela ignorância coletiva sobre
os fatos da vida. O rei ficou nu. Ninguém estava preparado, é claro,
para lidar com o peso dos significados
da Aids. Além da complexidade dos problemas puramente técnicos,
biológicos, havia o contexto. (...)"
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