Na década de 30, em plena fase da Grande Depressão americana, instaurou-se no país uma "febre de dança", famintos e desesperados, os casais se inscreviam em competições nas quais deveriam bailar incessantemente...às vezes, até a morte...em troca de comida, de roupas e de um prêmio miserável em dólares, oferecido pelos patrocinadores.

No limite de suas forças, no limite da tragédia, assistia-se a um espetáculo cruel, no qual os próprios valores humanos perdiam sentido no movimento contínuo e irracional que deveria ser executado por, dias, semanas.

 

Muitos buscavam o sucesso, a subida ao estrelato, o reconhecimento da mídia; outros, bem ou mal, resolviam suas tragédias internas, aguçadas pela situação extrema em que vivia o país.

Esse momento foi imortalizado nesta obra clássica de Horace McCoy, publicada já em 1935. Em um texto rápido e fulminante, em que demonstra também seu talento de grande jornalista, McCoy expõe as contradições nevrálgicas vividas por uma sociedade que assiste, sem se dar conta, à degradação de seus semelhantes e à sua própria.

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