O sumô: saiba mais sobre este nobre esporte japonês enquanto lê "O sumô que não podia engordar"

27 set de 2004

No SESC Consolação, Sumo: história e cultura mostra elementos mitológicos, históricos e religiosos presentes no esporte

A origem do sumô confunde-se com a própria origem mitológica japonesa. Os registros indicam que o esporte mais tradicional do Japão nasceu há pelo menos dois mil anos e sua matriz está ligada à luta entre os deuses de diferentes povos ocupantes da ilha. No SESC Consolação, o evento Sumô: história e cultura mostra as diversas características do esporte por meio de exibição de filmes, exposição fotográfica, clínicas e campeonatos, além de apresentações musicais e cerimônia do chá.

Como parte da programação, a exposição Sumô: Um outro Olhar – com pesquisa de Rosa Kuwahara e planejamento de Jorge Tateishi – mostra o acervo do fotógrafo Cláudio Pedroso, com cerca de 40 fotos das quais 20, em preto e branco, foram tiradas durante a demonstração dos lutadores profissionais japoneses no Ginásio do Ibirapuera, em 1988, em São Paulo. As demais registram objetos e manifestações ritualísticas ligadas ao esporte. Além das fotografias, estarão expostas peças de vestimenta e indumentárias ligadas ao sumô.

Duas sessões do filme Sumô, Suor e Peleja, do diretor japonês Masayuki, dividem a programação de cinema ao lado do curta-metragem Kokugikan- Uma Nova Arena para o Sumô: para Harmonia da Tradição e Modernismo. A película retrata a construção do novo Kokuguikan, uma arena para as lutas de sumô cujo principal desafio para os projetistas foi equilibrar o caráter tradicional deste esporte com a conveniência de um prédio moderno.

Ao final da programação do evento, cerca de 350 atletas disputam o II Campeonato de Sumô da União Pró-Sumô. Para o torneio, um dohyô – ringue no qual é disputado o sumo – com dimensões oficiais será construído especialmente no local para abrigar combates nas categorias feminino e masculino entre lutadores de várias faixas-etárias.

Origem e elementos do sumô

Conta-se que o Japão tinha suas ilhas habitadas por diferentes povos, cada uma delas com seus próprios deuses. Segundo a lenda, esses deuses lutavam constantemente entre si. Por volta do século V decidiu-se que o soberano de todas as ilhas seria definido através da luta de sumô. De confrontos em confrontos, apareceu Takemikazuchi, um deus de força monstruosa que reinou absoluto por vários séculos, levando as ilhas e tribos rivais a se fundirem num único povo.

Os deuses lutavam sumô no Dohyô – plataforma quadrada, simbolizando a Terra, com um círculo no meio, representando o céu. As linhas que marcam esta estrutura eram feitas com uma corda de palha de arroz trançada e associada à demarcação de um solo sagrado. Conta-se na mitologia que, ao sair de seu esconderijo, a Deusa Amaterassu trouxe novamente luz à terra, e na entrada de sua caverna foi jogada uma corda trançada de palha de arroz para demonstrar que ali era um território sagrado.

O sumô chegou ao Brasil com os imigrantes no início do século 20. O primeiro campeonato da modalidade realizou-se na colônia de Guatapará, no interior paulista, em 1914. Em 1962 foi criada a Federação Paulista de Sumô, e em 1998, a Confederação Brasileira de Sumô. Em 2000, o Brasil abrigou o Campeonato Mundial no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Foi a primeira vez que o torneio foi disputado fora do Japão.

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