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A
publicação de OS MAIAS, de Eça de Queiroz,
chega aos leitores contemporâneos impulsionada pela repercussão
da representação cênica feita para a televisão,
cuidadosa e requintada reconstituição da trama narrativa,
adaptada pela escritora Maria Adelaide Amaral.
Este lançamento abre uma coleção cuja concepção
inspiradora é a de estabelecer, no tempo e no espaço,
um "Diálogos Literários". Por isso, além
de uma apresentação especialmente preparada por Maria
Adelaide Amaral acerca da adaptação à cena
da obra de Eça, o volume conta ainda com um prefácio
(assinado por Ana Montoia), enfatizando sua recepção
no Brasil da época e, sobretudo a crítica que mereceu
vinda do grande mestre Machado de Assis.
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A idéia
do "Diálogos Literários" aproxima-se às
reflexões de Jorge Luis Borges: responde à concepção
de que o mundo da literatura é um mundo das citações;
as obras mestras organizam uma espécie de enciclopédia
de referências literárias, feita das infinitas remissões
pelas quais o mundo se dá a ver ao leitor; obra universal,
a biblioteca da Babel, nossa contemporânea.
Pois todo autor "cita", em diálogo permanente com
o maravilhamento da escrita: cita o mundo em que vive, cita o mundo
que recebeu, cita a leitura que fez de sua obra um contraponto a
outras leituras, cita sua própria criação.
Borges mesmo não é uma incessante referência,
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