
Ser adolescente, hoje, é muito mais difícil
do que foi em épocas passadas, ainda que aparentemente
as coisas estejam muito mais fáceis para os jovens.
Os pais são mais compreensivos, mais tolerantes, há
maior liberdade sexual, maior liberdade de expressão,
maior liberdade para escolha profissional. Essa dupla mensagem
da sociedade, por um lado acreditando que hoje tudo é
mais fácil e por outro sendo cada vez mais exigente
no que diz respeito à competência profissional,
à estética, ao sucesso, etc, é responsável
por novos sintomas que se manifestam nas relações
familiares, na escola e no próprio corpo.
Por isso se justifica reunir num mesmo livro assuntos tão
diversos quanto adoção, relações
incestuosas, sexualidade e gravidez na adolescência,
escolaridade, depressão pânico, drogadição,
transtornos alimentares.
São assuntos delicados, exigiram talento, conhecimento
e experiência dos autores dos diversos capítulos.
Cada um, a seu modo e a seu estilo, e de acordo com sua especialidade,
soube superar as dificuldades do tema, a principal delas a
de não culpar ninguém, mas compreender.
Estas são as palavras de ordem do mundo contemporâneo.
Se o mundo está difícil para nós, adultos,
o que pensar para os adolescentes?
Adoção, relações incestuosas,
sexualidade e gravidez na adolescência, escolaridade,
depressão pânico, drogadição, transtornos
alimentares,são assuntos delicados tratados por profissionais
experientes, autores dos diversos capítulos deste livro,
destinado prioritariamente a pais, professores, orientadores
e outros profissionais que trabalham com adolescentes.
Vivemos a época do delivery - entrega-se de tudo hoje
em dia: pizzas, vídeos, flores, livros, remédios,
eletrodomésticos, maconha. Nossos jovens estão
crescendo num mundo de entregas rápidas, de soluções
imediatas, de falta de espaço para a espera e o amadurecimento.
É o mundo do fast food, do e-mail, do video clip.
Do "tudo entregue na mão". E já! Como
exigir desses jovens, que têm tudo à mão,
desde as entregas do motoboy, até as facilidades proporcionadas
por pais e professores, que saiam à luta, que encarem
as frustrações que toda conquista requer?
Na contramão do delivery
Esse é um dos sentidos do delivery de que falam os
autores. O outro é o do próprio "delivery
de adolescentes": meninos e meninas sendo entregues aos
cuidados da escola, do motorista, da professora particular,
do médico, do terapeuta. Entregues a qualquer um que
seja capaz de estabelecer limites, porque os pais, também
estão tendo dificuldades em exercê-lo.
Geração perdida?
Pensando nas muitas queixas que tem ouvido de pais e professores,
de
que "essa geração está perdida",
a autora convidou profissionais que trabalham com adolescentes,
em diferentes áreas, para contarem sua experiência.
E todos os autores presentes, com muita delicadeza, puderam
mostrar que esta geração não está
perdida. Que perdidos estarão os adultos se não
compreenderem que, apesar do descartável e do vapt-vupt,
os adolescentes precisam da solidez dos valores e da experiência
dos mais velhos. Ainda que, do alto da onipotência juvenil,
achem isso tudo muito ultrapassado.
Para o professor: para ser usado nas escolas,
reuniões de pais e mestres, seminários de educação,
etc. Indicado para Faculdades de Psicologia, Estudos Sociais.
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