mostra um tanto pessoal, alternativa, das cenas da vida. Pelo que pude aprender a seu respeito, São Francisco via este mundo como uma espécie de exame de capacitação para o próximo. Como todo estudante inteligente e aplicado, absorveu-se totalmente na preparação das provas. Começou concentrando a enorme energia de sua vontade sobre sua própria salvação, mas, no momento de morrer, pretendia liderar uma multidão para o paraíso e tomar de assalto o outro mundo. Sua grande obra - uma obra de arte, tanto quanto as numerosas pinturas e esculturas que o celebram - foi sua própria vida. Como a maior parte dos turistas, quando procurava as ilustrações pictóricas da vida de São Francisco, eu queria apenas ver a arte; a história era acidental.

 

Mas essa história penosa e triunfante assaltava-me, parecendo ultrapassar as paredes e os tetos. Em Assis, Montefalco, Florença, Roma, Arezzo, um enfurecido mendigo descalço bradava-me a plenos pulmões: "Isto foi o que fiz de minha vida! Agora vá e mude a sua!"