Na década de 30, em plena fase da Grande Depressão
americana, instaurou-se no país uma "febre de
dança", famintos e desesperados, os casais se
inscreviam em competições nas quais deveriam
bailar incessantemente...às vezes, até a morte...em
troca de comida, de roupas e de um prêmio miserável
em dólares, oferecido pelos patrocinadores.
No limite de suas forças, no limite da tragédia,
assistia-se a um espetáculo cruel, no qual os próprios
valores humanos perdiam sentido no movimento contínuo
e irracional que deveria ser executado por, dias, semanas.
Muitos buscavam o sucesso, a subida ao estrelato, o reconhecimento
da mídia; outros, bem ou mal, resolviam suas tragédias
internas, aguçadas pela situação extrema
em que vivia o país.
Esse momento foi imortalizado nesta obra clássica
de Horace McCoy, publicada já em 1935. Em um texto
rápido e fulminante, em que demonstra também
seu talento de grande jornalista, McCoy expõe as contradições
nevrálgicas vividas por uma sociedade que assiste,
sem se dar conta, à degradação de seus
semelhantes e à sua própria.
Aclamado imediatamente na França, Sartre e Simone
de Beauvoir o consideram a primeira obra "existencialista"
norte-americana, o livro ganhou o status de best-seller mundial
que conserva até hoje.
Publicado pela primeira vez no Brasil em 1947, graças
ao "faro" editorial Érico Verissimo, que
o traduziu para a Livraria do Globo de Porto Alegre, ele retorna
agora na brilhante versão do jornalista e escritor
Renato Pompeu.
"Eles matam cavalos, não matam?" deve permanecer
como a pergunta mais insólita feita pela Literatura
do século XX.
Para o professor: indicado para Faculdades
de Letras, Jornalismo, Ciências Sociais. Para estudantes
do Segundo Grau.

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