Sá Editora lança primeira edição comercial em braille do país
Esta iniciativa visa ampliar o universo da leitura tão restrito aos deficientes visuais no país: o custo do livro em Braille ainda é muito alto, a produção requer máquinas especializadas, papel de alta gramatura, baixas tiragem e limita-se, basicamente, aos didáticos e clássicos da literatura. Além disso, o processo de impressão tem suas peculiaridades, entre elas a necessidade do trabalho de revisores cegos, profissionais que conferem os textos letra por letra, com o tato.
"Meu livro não é um manual para cegos ou só para videntes; escrevo para pessoas e exploro o universo dos outros sentidos; procuro mostrar como é possível ampliar canais de percepção que possam estar atrofiados pelo mundo das imagens."
FECHE OS OLHOS PARA VER MELHOR: os limites dos sentidos e os sentidos dos limites, de Sérgio Sá, lançado em tinta no ano passado, é considerado pelo ator Marcos Frota uma referência para a criação do personagem Pedro Jatobá da novela América. Sérgio, que é musico, compositor e arranjador, tem contribuído com sua história de vida também para a pesquisa envolvendo a personagem Flor, que, como ele, é cega de nascença.
Sérgio Sá, que é consultor da Fundação Dorina Nowill para Cegos, em São Paulo, e o programador Pedro Milliet estão iniciando um projeto de leitura através do computador para deficientes visuais e pessoas com baixa visão: o livro é gravado por um leitor, convertido em MP3 e o texto acompanha na tela, em fonte aumentada, a voz gravada. Este projeto é inédito mundialmente e tem o aval da Fundação Dorina Nowill para Cegos.
A Sá Editora estuda, ainda, a possibilidade de lançar edições em Braille de alguns de seus sucessos editoriais e quem sabe atingir um novo leitor — estima-se que o mercado consumidor de deficientes visuais gire em torno de 500 mil pessoas.
Preços:
Edição normal (em tinta): R$ 25,90
Edição em Braille/ 2 volumes: R$ 42,00
Kit com as duas edições: R$ 64,90





