| |
Escrito
em 1937, Mortalha não tem bolso tem ainda hoje a força de uma obra
viva e pulsante. Ele é centrado na figura exuberante de Mike Dolan,
um repórter idealista, acossado pela Verdade, que acredita no poder
de denúncia de uma imprensa livre, mas se depara com a corrupção
e o jogo do poder econômico. A ação se passa em uma pequena cidade
americana, um microcosmo provinciano capaz de representar todas
as singularidades sociais. Combativo, McCoy/Dolan aproveita para
meter o dedo na ferida dos grandes traumas da sociedade americana
em crise pós-depressão: corrupção nas relações entre a polícia e
o poder, grupos neofascistas que ressurgem, imprensa marrom. Nosso
jornalista, depois de se demitir
|
|
da
grande imprensa, tenta quixotescamente reagir, dirigindo sua própria
publicação, porém encontra pressões mais fortes, que desencadeiam
sua fúria sobre ele de forma brutal. A linguagem é ágil e cortante;
os diálogos, vivos e intensos - McCoy foi jornalista e roteirista
de cinema e consegue saturar esta short-story de emoção e realidade.
Inédita no Brasil, No pockets in a shroud ganha agora a competente
tradução do jornalista Renato Pompeu.
|
|

|
|